Arquétipo Junguiano – A Sombra, O Self, Animus e Persona

Arquétipo Junguiano
(Carl Gustav Jung (1875-1961)

Carl Jung foi um psiquiatra suíço que ajudou a entender um pouco melhor sobre o que são os arquétipos e de que maneira eles funcionam através de sua importante contribuição para o assunto.

No estudo de hoje, reunimos informações importantes sobre a origem e significado dos arquétipos e a maneira como eles podem influenciar em nossas vidas. Acompanhe a seguir!

Qual a origem dos arquétipos?

Segundo Jung, os arquétipos são originados e existem no chamado inconsciente coletivo, podendo influenciar a maneira como experimentamos coisas e situações.

De acordo com o livro “A natureza da psique”, escrito pelo próprio psiquiatra, os arquétipos estão presentes nas mais importantes histórias que ocorreram no mundo, estando profundamente inseridas em contextos religiosos, filosóficos, científicos e também éticos.

Já nos dias de hoje, a percepção sobre estes se modificou um pouco para poder se encaixar no contexto atual. Com o passar do tempo ideias baseadas nos arquétipos foram sendo criadas com o fim de aplica-las e adaptá-las de acordo com o que vivemos nos dias de hoje através de nossa própria consciência.

Os arquétipos de Jung

O estudioso Jung nos trás que não é possível definir um número exato de arquétipos existentes, sendo que estes podem ser definidos como universais e hereditários, entretanto primariamente ele veio a identificar 4 grandes grupos que serão tratados a seguir.

A sombra

Arquétipo Junguiano

Sendo considerada como parte do inconsciente, o arquétipo da sombra é tido como o representante de instintos como a vida e o sexo.

Ela é composta por alguns sentimentos, cuja maioria é considerado como indesejados por nós. São eles:

  • Fraquezas
  • Desejos
  • Ideias reprimidas
  • Instintos
  • Deficiências

Assim como o próprio nome sugere, esse arquétipo é considerado sombrio, talvez pelo fato de representar também aquilo que nos é desconhecido e o tão temido caos.

Embora seja indesejado, Jung dizia que todos nós o possuímos dentro de si, sendo que este pode aparecer para nós assumindo diversas formas, sendo que entre elas estão as cobras, demônios e até mesmo dragões e monstros através de visões ou ainda de sonhos.

Self

O arquétipo de Self representa a consciência e a inconsciência de uma pessoa. Sua criação ocorre a partir da integração de diversos aspectos de nossa personalidade.

Este arquétipo foi muitas vezes representado por Jung através de figuras geométricas como os círculos e quadrados ou ainda através de mandalas.

Animus ou Anima

O entendimento desse arquétipo pode parecer um pouco complexo a princípio, porém ele se trata um psiquê feminino dentro de uma figura masculina (Animus) ou de uma psiquê masculina dentro de uma figura feminina (Anima).

Ele é tido como a principal forma de se comunicar com o inconsciente coletivo, representando a nossa verdadeira imagem e não aquela que apresentamos aos outros, ou seja o nosso “self verdadeiro”.

Há ainda a possibilidade de se combinar esses dois componentes, dando origem ao casal divino ou syzygy. Por sua vez, quando a união de ambos há a representação da integridade, da conclusão e da unificação.

Persona

O último grande arquétipo segundo Jung é a persona que pode ser definida como a forma com a qual nos apresentamos para o mundo.

Sendo assim, se vamos ao significado da origem da palavra persona que significa “máscara”, podemos afirmar que um mesmo indivíduo pode possuir diversas personas ao se apresentar para algo ou alguém.

Essa máscara pode vir a tona em muitas situações a fim de esconder ou até mesmo proteger o chamado self de uma imagem mais negativa diante de outras pessoas, escondendo assim o seu verdadeiro eu.

Os outros arquétipos descritos por Jung

Embora Jung tenha classificado os arquétipos que trouxemos aqui em 4 grandes grupos, como dissemos anteriormente o próprio psiquiatra deixou claro que o número de arquétipos existentes pode ser vasto.

Sendo assim trouxemos aqui alguns dos outros arquétipos que foram descritos anteriormente por Jung, assim como as suas principais características.

  • Pai: Representa poder e autoridade
  • Mãe: Conforto e nutrição
  • Velho Sábio: Sabedoria e inteligência
  • Criança: Inocência e renascimento
  • Malandro: Mentira e encrencas

É importante salientar que além desses existem muitos outros e que assim como eles podem possuir muitas qualidades interessantes, também podem ser detentores de um lado sombra muito forte.

Sendo assim, o estudo assim como o entendimento vasto acerca dos arquétipos antes de decidir utilizá-los de faz de extrema importância.

Indo um pouco mais além

Os arquétipos regem e organizam o mundo, a mente e os comportamentos dos seres atuando no inconsciente coletivo de forma poderosa.

Muito tem se falado de arquétipos, mas como o tema e vasto há muita informação desconexa e subjetiva.

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